Bahia Repórter
Publicada em 13 de Junho de 2018 ás 16:18:26
MPs requerem a nulidade do contrato e a suspensão imediata das obras

 Os MPs requerem, ainda, que a União e a Caixa se abstenham de fazer novos repasses à Prefeitura de Salvador e que sejam suspensos todos os efeitos do “Certificado de Inexigibilidade de Outorga” emitido pelo Inema, sob pena de multa diária de R$ 100 mil

Duas fotos comparativas, demonstrando a quantidade de árvores retiradas para a construção do BRT.

Imagem disponível na ação

O Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA) e o Ministério Público do Estado da Bahia (MP/BA) ajuizaram nessa terça-feira, 12 de junho, ação civil conjunta contra a União, a Caixa Econômica Federal, o Município de Salvador, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e o Consórcio BRT Salvador. Os MPs requerem a declaração de nulidade do contrato firmado entre a Prefeitura Municipal de Salvador e o Consórcio BRT/Salvador e, liminarmente, a suspensão imediata das obras do BRT (Bus Rapid Transit ou Transporte Rápido por Ônibus, em tradução literal) na capital baiana.

As obras do BRT foram iniciadas em 29 de março e, segundo informações da prefeitura, já contam com mais de R$ 600 milhões em recursos federais para a implantação dos dois primeiros trechos, que vão ligar o Shopping da Bahia ao Loteamento Cidade Jardim e o Loteamento Cidade Jardim à Estação da Lapa. O primeiro trecho, com extensão de 2,9 km e previsão de entrega em 28 meses, está a cargo do Consórcio BRT Salvador e tem o custo estimado entre R$ 68,3 milhões e R$ 117 milhões por quilômetro construído. A estimativa torna a obra a mais cara dentre as capitais brasileiras que já instalaram ou estão instalando este modal, chegando a custar o triplo em relação as demais. Informações do site do MPF.

a.u.i.s.p

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