Publicada em 12 de Maio de 2019 ás 19:07:26
“Se tiver algo robusto nas denúncias, tem que tomar providências”, diz Bolsonaro sobre ministro do Turismo

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo (12) que, se houver “algo robusto” nas denúncias contra o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, será necessário “tomar providências.” “Se tiver algo robusto no meio dessas denúncias, tem que tomar providências”, disse o presidente, durante entrevista no programa do jornalista Milton Neves, na rádio Bandeirantes. “Não pode pintar denúncia apenas contra gente nossa, que está no governo, se não tiver materialidade. Se não vou ter que mandar embora todo mundo”, acrescentou Bolsonaro. Em fevereiro, a Folha de S.Paulo revelou que Álvaro Antônio patrocinou um esquema de candidaturas laranjas em Minas Gerais que direcionou verbas públicas de campanha para empresas ligadas ao seu gabinete na Câmara. Apesar do volume de recursos recebido, as candidatas escolhidas por ele, que era presidente do PSL no Estado, tiveram votação inexpressiva, sem sinal de terem feito campanha. O hoje ministro foi o candidato a deputado federal mais votado em Minas Gerais nas últimas eleições. O caso é alvo de investigações da Polícia Federal e do Ministério Público em Minas e em Pernambuco e levou à queda do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, que comandou o PSL nacionalmente em 2018. Na entrevista que concedeu neste domingo, Bolsonaro foi questionado se Álvaro Antônio permanecerá no cargo. “Tem uma acusação de laranja contra ele em Minas Gerais. Eu trabalho com o Sergio Moro tocante a isso. Lá atrás, quando era juiz e ainda não tinha aceitado estar ao meu lado, ele [Moro] perguntou para mim: ‘se investigação chegar em ministro, qual será a sua linha de ação?’ Eu disse: ‘vai para o pau. E o caso do Marcelo Álvaro Antonio está indo para frente”, declarou Bolsonaro. Bolsonaro disse ainda que “todo mundo tem que ter a chance da legítima defesa” e que Álvaro Antônio está fazendo “um bom trabalho” no ministério do Turismo.

Folhapress

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