Seja bem vindo! Salvador, 14 de Dezembro de 2018
   
Notícias
Publicada em 06 de Setembro de 2018 ás 08:16:48 Share

Revelações de executivos de empreiteira levaram Moro a abrir ação contra ex-braço direito de Richa

Em sua decisão desta quarta-feira, 5, por meio da qual recebeu denúncia criminal da força-tarefa da Operação Lava Jato e abriu ação penal contra o ex-chefe de gabinete do ex-governador Beto Richa (PSDB), Deonilson Roldo, o juiz federal Sérgio Moro transcreveu trechos de depoimentos de cinco testemunhas. Para Moro, os relatos dão ‘justa causa’ para a ação. “Há, em análise preliminar, elementos para sustentá-la.” O magistrado destacou cinco depoimentos de delatores da Odebrecht sobre os fatos apontados na denúncia da Procuradoria. Eles apontam para suposto esquema criminoso instalado na gestão de Richa. Agora candidato ao Senado, o tucano nega taxativamente ligação com atos ilícitos. Um delator, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, o ‘BJ’, que foi presidente da Construtora Odebrecht no período citado pela Procuradoria, declarou que ‘a pedido do executivo Luis Antônio Bueno Júnior autorizou o pagamento de quatro milhões de reais como ‘caixa 2′ para Carlos Alberto Richa, então governador do Estado do Paraná, em 2014, através do Setor de Operações Estruturadas’ – o famoso departamento de propinas da empreiteira. Para o pagamento, foi utilizado o codinome ‘Piloto’. “O executivo declarou que os pagamentos foram solicitados ao Grupo Odebrecht por Jorge Theodócio Atherino”, seguiu o magistrado. “Segundo ele, porém, foram localizados os registros de pagamentos de 2,5 milhões de reais no sistema de contabilidade informal do Grupo Odebrecht. Nada falou sobre contrapartida aos pagamentos.” Moro cita, ainda, Luiz Antônio Bueno Júnior, diretor-superintendente da Odebrech das regiões São Paulo-Sul ao tempo dos fatos. “Confirmou a realização dos pagamentos a Carlos Alberto Richa nas circunstâncias afirmadas por Benedicto Barbosa da Silva Júnior. Agregou que tratou da licitação para duplicação da PR 323 com Deonilson Roldo, então chefe de gabinete do governador do Estado. Declarou que solicitou a Deonilson Roldo que interferisse junto a outras empresas para que estas não oferecessem propostas na licitação no mesmo contexto da solicitação de doações à campanha eleitoral.” O juiz transcreveu trechos do relato de Luiz Antônio Bueno Júnior: “Na reunião, após amenidades, solicitei seu apoio [Deonilson Roldo] para que interagisse com representantes das possíveis empresas interessadas no projeto da PR 323 para que elas não ofertassem proposta, em função do investimento que já havíamos empregado nos estudos da PMI.” “Comentei com Deonilson Roldo as possíveis empresas interessadas no projeto da PR 323, recordando-me de ter mencionado a CCR e a Viapar, especialmente em razão de tais empresas estarem à época operando rodovias no Estado. Ele me informou que iria ver o que conseguiria fazer. Dias depois, procurei novamente por Deonilson Roldo, tendo sido novamente identificado na recepção do Palácio, e ele disse que poderia ajudar. Informou-me, ainda, que contava com o apoio da companhia para a campanha de reeleição do Governador em 2014. Essa reunião foi bastante rápida, somente para Deonilson Roldo confirmasse que ajudaria a companhia.” “Em julho de 2014, meu subordinado foi procurado pelo empresário paranaense Jorge Atherino, que era ligado ao comitê de campanha do PSDB do Paraná, no escritório da Companhia em Curitiba, localizado à rua Marechal Deodoro, n.º 950, sala 201, Edifício Patriarca, cobrando-o pelo cumprimento da parte da Companhia na contribuição à campanha de reeleição de Beto Richa, conforme eu havia indicado, no início do ano, a Deonilson Roldo que assim o faria.” “Dias após, meu subordinado me informou acerca da solicitação de Jorge Atherino. Concluí que seria o caso de realizar o pagamento na ordem de quatro milhões de reais, uma vez que estava ciente de que havia mencionado a Deonilson Roldo que auxiliaria com a campanha do Governador Beto Richa e, também, levando em consideração que o adversário político de Beto Richa nas eleições, Roberto Requião, que vinha crescendo nas pesquisas eleitorais, não tinha dentro de seus projetos a perspectiva de investimento na área de infraestrutura, sejam eles públicos ou privados, o que inviabilizaria não somente o início da execução do Projeto PR 323, mas também a realização de novas licitações e concorrências públicas no estado do Paraná.” “Orientei meu subordinado a entrar em contato com a equipe de Hilberto Silva para viabilizar os pagamentos, que foram realizados no segundo semestre de 2014, mediante entregas em espécie, em endereços indicados por Jorge Atherino a meu subordinado, que, por sua vez, repassava-os à equipe de Hilberto Silva. Foram localizados até o presente momento pagamentos da ordem de R$ 2,5 milhões. Para a identificação de Beto Richa nos referidos pagamentos, defini o codinome ‘piloto’.” O juiz aponta, ainda, depoimento de Nelson Leal Júnior. “Descreveu um esquema criminoso mais abrangente. Segundo ele, ‘o Governo do Estado do Paraná possuía um esquema sistêmico de arrecadação de vantagem indevida junto a diversas empresas que possuíam contratos com o Poder Público’. “Informou que houve diminuição do esquema no segundo mandato do Governador por conta da Operação Lava Jato. Os líderes seriam Carlos Alberto Richa, José Richa Filho, Deonilson Roldo, Ezequias Moreira Rodrigues e Luis Abi Antoun. Luiz Abi Antoun seria o principal operador dos recursos ilícitos, mas teria sido substituído após a sua prisão por Deonilson Roldo.” “O esquema afetaria o DER, o Porto de Paranaguá, a Sanepar, a Receita Estadual e a agência de Fomento Paraná. Os dirigentes de tais setores do Governo solicitariam vantagens indevidas às empresas com contratos com o Governo em contrapartida a benefícios específicos. Declarou que, por conta do esquema criminoso, recebeu cerca de trinta mil reais mensais adicionais ao seu vencimento de Diretor do DER/PR a partir de janeiro de 2013. Outros componentes do esquema criminoso também recebiam.”

Leia Também
ACM Neto não quis afirmar em nota que não se envolveu em indicações de ministros
 
Provocado por aliados do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), o presidente nacional do DEM, ACM Neto, se recusou a divulgar uma nota formalizando que o partido não endossa as indicações de ministros para o governo Bolsonaro, de acordo com a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo.
 

O prefeito de Salvador disse que o gesto sinalizaria “hostilidade desnecessária” e que não iria impor vetos ou restrições a filiados que queiram colaborar com o capitão da reserva. 

 
Em plena democracia, a intolerância política faz vítimas

 (Por Fernanda Dourado) As eleições 2018 para os cargos de governadores, senadores, deputados federais e deputados Estaduais foram meras coadjuvantes neste pleito. O brasileiro - focou na batalha entre os candidatos a presidência da República. Apesar de mais politizados, os brasileiros estão, também, mais intolerantes. O que vemos hoje é intransigência às ideias alheias. Os extremistas tanto da direita, quanto da esquerda não aceitam - de maneira alguma - que o outro defenda o que muitos acreditam ser indefensável. A divergência de pensamentos faz parte da democracia e, claro, é louvável que todos intercedam - com unhas e dentes - sua opinião, mas é plausível não repulsar com ódio as alheias. Afinal, vivemos em uma democracia e, não, em uma ditadura. A intransigência política parece ter deixado o Brasil estagnado no século 19 - já que muitos continuam a achar que podem decidir o voto alheio. A intransigência é tanta que a agressão deixou de ser verbal e foi além com a tentativa de homicídio ao candidato à presidência pelo PSL,Jair Bolsonaro, esfaqueado durante um ato político na cidade de Juiz de Fora, no estado de Minas, no dia 6 de setembro. Segundo a polícia federal, o atentado ao presidenciável foi motivado por inconformismo político. Um mês e dois dias após a tentativa de homicídio a Bolsonaro, o mestre de capoeira Moa do Katende foi morto com 12 facadas após uma discussão política, em Salvador, na Bahia, de acordo com a polícia o assassinato também foi por questões políticas quando a vítima disse votaria no PT.

 
Século XXI, expressar posições políticas virou algo perigoso

(Por Fernanda Dourado)

Vale lembrar que a ditadura militar foi um período de governo autoritário no Brasil. Durou 21 anos, iniciou em 1964, mas acabou há 33 anos. Portanto, apesar da modernidade tecnológica ter nos aproximando virtualmente - a mesma revelou o lado autoritário, sombrio, deselegante e  sectarista de muitos eleitores. Quando há divergências políticas nas redes sociais é deplorável ler os comentários. Algumas mensagens imagina-se que não foram escritas por pessoas em plena sanidade mental. Ao invés de tentar convencer o outro através de propostas, as ofensas tomam contam das discussões políticas de ambos os lados. A possibilidade de quem pensa de um jeito vir a pensar de outro, muitas vezes, é deixada de lado pelo radicalismo político e pela afronta a opinião alheia. A intransigência política vem ganhando espaço nos discursos da sociedade, sobretudo nas redes sociais e nos grupos de WhatsApp. Os mais radicais tentam impor a todo custo suas preferências partidárias, seus candidatos e suas ideias às escolhas dos outros. É entristecedor como a sociedade está inflexível e não suporta ser contrariada. O voto além de secreto é soberano. A democracia é um sistema que assegura que a maioria decida. Dessa forma, devamos aceitar a decisão dos brasileiros e torcer por um país de progresso - independente de quem seja o presidente eleito no dia 28 de outubro. 

 
 
Propaganda “contra” de Irmão Lázaro irrita deputados da base de José Ronaldo

 Um político que assistiu anteontem ao programa eleitoral teve a certeza de que o candidato a senador Irmão Lázaro (PSC) pertencia ao grupo do governador Rui Costa (PT) e não ao do candidato a governador José Ronaldo (DEM). Motivo: Lázaro é único candidato que tem feito discurso aberto, no programa eleitoral, contra a aprovação da reforma da Previdência e a Trabalhista, defendidas pelo partido de Ronaldo e de seus apoiadores. Deputados federais que ajudaram na aprovação da reforma trabalhista por considerarem-na importante para o país são os mais indignados com o candidato do PSC. (Com informações da Raio Laser)

 
Perto da eleição, José Trindade decide se licenciar da Câmara de Vereadores
O vereador José Trindade (Pode) decidiu se licenciar do seu mandato na Câmara de Salvador. Em seu lugar, vai assumir Igor Manasses (PSL). A cerimônia de posse do novo integrante da Casa acontece na próxima segunda-feira (13), às 11h. Trindade deve ser candidato a deputado estadual pelo Podemos na eleição deste ano. Nos últimos meses, outros dois vereadores já deixaram a Câmara em razão do pleito. Sidninho (Pode) deixou o posto para trabalhar na campanha política do grupo ligado ao governador Rui Costa, enquanto Joceval Rodrigues (PPS) será candidato a deputado federal.
 
Prefeitos acordam com Rodrigo Maia votação de projetos sobre licitações e ISS
 
 
 
Em marcha ao Congresso Nacional, prefeitos de várias cidades brasileiras acordaram nesta terça-feira (7) com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), a votação da reforma da Lei de Licitações e um substitutivo à reforma do Imposto Sobre Serviço (ISS), para a próxima semana.   De acordo com o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e vice-presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Eures Ribeiro, as duas matérias fazem parte da pauta prioritária do movimento municipalista. “Viemos para articulação forte nesse ano eleitoral. Os municípios estão numa situação de penúria e precisam da sensibilidade do Congresso Nacional”, reclamou o gestor, que também é prefeito de Bom Jesus da Lapa, no oeste Baiano.
 
Senado aprova projeto que tipifica crime de importunação sexual

O Senado aprovou nesta terça-feira (7) um projeto de lei que cria o crime de importunação sexual. A tipificação pode enquadrar, por exemplo, casos registrados de homens que ejacularam em mulheres no transporte público. O texto segue para sanção. A aprovação marca os 12 anos da Lei Maria da Penha, que fortaleceu o combate à violência contra a mulher no Brasil. A lei foi sancionada em 7 de agosto de 2006. A importunação sexual é a prática de ato libidinoso na presença de alguém, sem que essa pessoa dê consentimento. Após a sanção, esses atos se tornarão crimes sujeitos a punição de um a cinco anos de prisão.

 
'Se um homem não está aberto a ouvir críticas a sua administração, então que abandone a vida pública”, alfineta diretora executiva da Rádio Líder FM ao referir-se ao prefeito de Irecê

(Por Fernanda Dourado)

Após uma mensagem vazada do prefeito de Irecê, Elmo Vaz, do grupo de WhatsApp da UNIP- da Associação dos municípios de Irecê, o imbróglio entre a emissora Líder FM e o prefeito da cidade parece estar longe do fim. O grupo tem apenas 18 prefeitos – integrantes da Associação e o diretor executivo da instituição, Renilton Souza. Na mensagem, Elmo Vaz afirma que a emissora “passa 24 horas falando mal da gestão dele e inventando mentiras” . Ele também questiona  a função da instituição: “Eu pergunto: para que existe associação de prefeitos? Cadê a união dos prefeitos?”, protesta. O ex-presidente da Codevasf ainda ameaça deixar a instituição. “Se a UNIP nada pode fazer eu estou informando o meu desligamento da instituição e vou cuidar de minha vida sozinho”, disparou. Em um longo texto, Elmo diz que tomará medidas. “Irei reagir e tomar providências, pois não sou covarde e tenho meios pra isso. Também não sou ingênuo e sei que tem um bandido por trás de tudo isso”, ao referir-se de forma subliminar ao dono da Rádio J. Sydnei. No final da mensagem, Elmo ainda faz um pedido aos colegas gestores: "Espero que essa mensagem não saia desse grupo, pois ela não é pública e quando assim quiser fazer será por minha conta", disse. O Bahia Repórter ouviu a diretora executiva da Rádio Lider FM, Débora Suelen, que diz ser intolerável, no contexto de uma sociedade fundada em bases democráticas, a repressão à imprensa. “O interesse social, que legitima o direito de criticar, está acima de eventuais suscetibilidades e desejos pessoais das figuras públicas. Pelas declarações ao grupo da Unip e dadas a imprensa, demonstra claramente que trata-se de uma perseguição pessoal. Se um homem não está aberto a ouvir críticas a sua administração, então que abandone a vida pública. Continuaremos nosso trabalho, zelando pelo compromisso de informar e dar vez e voz a população ainda que isso nos custe a perseguição dos tiranos e opressores. Nosso compromisso é com a sociedade de Irecê e região. Nosso silêncio não está a venda”, bradou. A jornalista acrescenta ainda que o prefeito já esteve várias vezes na emissora e sempre foi atendido com cordialidade e respeito.O Bahia Repórter tentou por diversas vezes contato com o prefeito municipal, mas não obteve sucesso.