Seja bem vindo! Salvador, 22 de Fevereiro de 2019
   
Notícias
Publicada em 24 de Setembro de 2018 ás 07:39:53 Share

Candidaturas de transexuais e travestis batem recorde em 2018

A gente não estava discutindo caminhos da política nacional". A crítica é feita pela educadora Amanda Palha (PCB-PE), travesti que disputa neste ano sua primeira campanha eleitoral. Com o slogan "Nada sobre a gente sem a gente", a candidata a deputada federal defende o aumento da representatividade no processo eleitoral, mas reconhece que há limite. "Conseguir maioria no Congresso Nacional é irreal", disse.

Assim como a educadora, hoje 45 travestis e transexuais participam da disputa eleitoral, segundo levantamento feito pela Folha. O número, de acordo com a Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), é o maior da história das eleições nacionais. "Se tem um lado conservador que se levanta, há outro que está reagindo", afirma a presidente da entidade, Keila Simpson.

Em 2010, houve apenas cinco candidaturas de travestis e transexuais. A maioria das candidatas neste ano é de partidos de esquerda, como PSOL e PCdoB, concorre no Sudeste e no Nordeste e é novata em disputas eleitorais, como Amanda. No total, duas de cada três participam de sua primeira campanha eleitoral.

"Está ocorrendo um despertar e é um caminho sem volta", avalia a jornalista Léo Áquilla (PHS-SP), que participará neste ano de sua sexta disputa eleitoral. Ela não pretende desistir de um mandato parlamentar caso não seja eleita neste ano. "Nós não somos mais uma sujeira debaixo do tapete e não vamos mais voltar para dentro do armário", disse.

As candidaturas deste ano são todas para cargos no Poder Legislativo, principalmente deputadas federais e estaduais. A única candidata a senadora é Duda Salabert (PSOL-MG). Para Keila, o objetivo, no entanto, não é formar uma espécie de "bancada da bandeira do arco-íris".

Segundo ela, as candidaturas não estão voltadas apenas à pauta LGBT, mas também à defesa dos direitos humanos e de propostas nas áreas de segurança e emprego. "Para nós, essas bancadas conservadoras não servem de exemplo. São sempre pessoas representadas de uma maneira caricatural, com interesses pessoais, não coletivos. Nós queremos que as candidaturas representem a comunidade de fato, não apenas a LGBT", disse.

O aumento das candidaturas deve-se, segundo especialistas ouvidos pela Folha, a um fortalecimento de uma retórica de representatividade no processo eleitoral e a um discurso de empoderamento.

Para a diretora de promoção dos direitos LGBT do Ministério dos Direitos Humanos, Marina Reidel, o aumento da violência tem influenciado. "O aumento da violência é um dos fatores que tem levado as pessoas a lutarem pelos seus direitos e por condições melhores de vida", afirmou.

Na última disputa municipal, em 2016, mais de cem candidatas travestis e transexuais concorreram a cargos de vereadora. Ao todo, nove foram eleitas e cumprem mandatos. A meta do movimento é tentar triplicar o número em 2020.

Apesar da maioria das candidaturas ser de partidos de esquerda, há também candidatas em siglas de direita. Na Bahia, por exemplo, a ex-vereadora de Salvador Leo Kret (DEM) tenta agora o cargo de deputada federal. "Para defender a bandeira, não importa se é de direita ou de esquerda. O necessário é que a causa tenha uma representante de verdade para colocar o tema em pauta", disse. Ela conta que sofreu preconceito tanto na campanha eleitoral como na Câmara Municipal. "Mas eu acabei tirando de letra", disse.

Para ela, a presença de uma transexual na Câmara dos Deputados seria importante para chamar atenção nacional para a causa. "Uma de nós estar sentada ali seria uma forma de resistência, visibilidade e luta", diz.

O número recorde de candidatas travestis e transexuais não é o único ineditismo na disputa deste ano. Pela primeira vez, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) permitiu que os candidatos e eleitores alterem a identificação do sexo e incluam o nome social no registro eleitoral.

Além disso, as candidatas transexuais passam a ser contabilizadas na cota partidária de 30% destinada à candidatura de mulheres.

Leia Também
Por Fernanda Dourado Ex-secretário de comunicação na gestão do governador da Bahia, Jaques Wagner, (PT), por oito anos, Robison Almeida, deputado estadual eleito em 2018 – tem um novo desafio: o Legislativo Estadual. O petista que foi suplente na

 Por Fernanda Dourado

  Ex-secretário de comunicação na gestão do governador da Bahia, Jaques Wagner, (PT), por oito anos, Robison Almeida, deputado estadual eleito em 2018 – tem um novo desafio: o Legislativo Estadual. O petista que foi suplente na Câmara, mas exerceu por nove meses o mandato no Legislativo federal - deixou o cargo após o deputado federal eleito, Fernando Torres – titular da vaga – sair do comando da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedur) e reassumir seu posto em Brasília.  Em entrevista à jornalista Fernanda Dourado do site Bahia Repórter, o legislador  - que já colocou seu nome para o partido para disputar a prefeitura de Salvador pela ala - obteve mais de 65 mil votos e durante a entrevista alfinetou por diversas vezes o prefeito de Salvador e presidente nacional do DEM, ACM Neto. Segundo ele, o demista tem o “DNA da arrogância” e disparou: “A gestão dele montou uma indústria de multa, asfixiou o crescimento econômico da cidade com aumento de taxas e impostos, estipulou o IPTU mais caro do país e ainda tem a pior atenção básica à saúde entre todos os municípios da Bahia”. O petista defende que o PT tenha candidatura própria e acredita que o governo conseguirá o pleito em 2020.  Ele ainda comentou sobre as possibilinades "ainda não concretas" de nomes da base de ACM Neto – que estariam namorando a base de Rui – com interesse  em 2020. O petista - que tem uma vasta experiência no executivo - já demosntrou na primeira semanano plenário da Assembleia Legislativa da Bahia que seu mandato será de propostas, mas também de enfrentamento a prefeitura de Salvador. 

 
Moro diz que não se encontrou com representantes da Taurus

 A assessoria de imprensa do ministro Sergio Moro informa que ele não se reuniu com Sergio Castilho Sgrillo Filho e Salesio Nuhs, representantes da Taurus.

A nota diz ainda que “não consta” dos registros eletrônicos de acesso do Ministério da Justiça qualquer referência à entrada e saída dessas pessoas.

 
Moro diz que não se encontrou com representantes da Taurus

 A assessoria de imprensa do ministro Sergio Moro informa que ele não se reuniu com Sergio Castilho Sgrillo Filho e Salesio Nuhs, representantes da Taurus.

A nota diz ainda que “não consta” dos registros eletrônicos de acesso do Ministério da Justiça qualquer referência à entrada e saída dessas pessoas.

 
Terça, 12 de Fevereiro de 2019 - 19:00 'Critério técnico é para os outros', diz Robinho sobre nomes do PT para secretarias de Rui

 Deputado estadual pelo PP, Robinho teceu críticas sobre a montagem do secretariado do governador Rui Costa (PT) neste segundo mandato. Para o parlamentar, o petista está mais exigente, tem imposto regras e barrado indicações de partidos da base, mas tem sido mais flexível com os nomes postos pelo PT. 

 

“Critério técnico é para os outros. Para o PT, se faz do jeito deles. Nós temos que ter nomes técnicos, mas o PT é governo e é quem manda”, transcorreu o deputado. Para Robinho, o governador errou ao não aceitar a indicação de Luiz Augusto (PP) para a Secretaria De Infraestrutura Hídrica E Saneamento (Sihs).

 

 
OMS alerta para possível 3ª onda de surto de febre amarela no Brasil
 
Com pelo menos 36 casos de febre amarela confirmados em humanos no período entre dezembro de 2018 e janeiro deste ano, o Brasil poderia estar vivendo uma terceira onda de surto da doença. O alerta foi divulgado esta semana pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O país registra ainda, segundo a entidade, oito mortes confirmadas por febre amarela no mesmo período. Os casos se concentram em 11 municípios de dois estados. Em São Paulo, foram confirmadas infecções em Eldorado (16 casos), Jacupiranga (1), Iporanga (7), Cananeia (3), Cajati (2), Pariquera-Açu (1), Sete Barras (1), Vargem (1) e Serra Negra (1). No Paraná, dois casos foram confirmados em Antonina e Adrianópolis. O local de infecção de um último caso confirmado ainda está sob investigação. Ainda de acordo com a OMS, entre os casos confirmados em humanos, 89% deles foram identificados em homens com média de idade de 43 anos e pelo menos 64% dos infectados são trabalhadores rurais. “Embora seja muito cedo para determinar se este ano apresentará os altos números de casos em humanos observados ao longo dos dois últimos grandes picos sazonais [o primeiro entre 2016 e 2017 e o segundo entre 2017 e 2018], há indicações de que a transmissão do vírus continua a se espalhar em direção ao sul e em áreas com baixa imunidade populacional”, destacou a entidade, por meio de comunicado.
 
Marcelino Galo é eleito líder do PT na Assembleia Legislativa da Bahia

 A Bancada do Partido dos Trabalhadores na Assembleia Legislativa da Bahia elegeu o deputado Estadual Marcelino Galo como novo líder. O deputado assume o cargo no lugar do colega Joseildo Ramos e será responsável por liderar a maior representação partidária da Casa Legislativa, por um período de dois anos. A eleição ocorreu na noite de terça-feira (29) durante reunião de bancada. Eleito por unanimidade, o deputado Marcelino Galo agradeceu o voto de confiança de todos os pares. “Assumo a liderança do PT em um momento crucial da nossa história. Precisamos lutar pela retomada da democracia no nosso país e continuar trabalhando a favor do povo baiano. Estou feliz por exercer esta liderança neste momento tão importante”, declarou o novo líder.

 
Posse de Geraldo Júnior: Maurício Barbosa e Fábio Villas Boas presentes

 

Por Fernanda Dourado 

 

Os secretários do governador, Rui Costa, também marcaram presença na posse do novo presidente da Câmara, Geraldo Júnior. O secretário de segurança pública, Maurício Barbosa, e o secretário de saúde, Fábio Villas Boas, estavam na disputada cerimônia. O secretário de saúde do estado - que chegou até ter seu nome cogitado para disputar a prefeitura de Salvador - não foi incluído na preferência de Rui Costa para permanecer na pasta. O governador petista afirmou a jornalistas que pelo menos três nomes do atual secretariado estariam garantidos. Os preferidos do governador são: o jornalista André Curvello, responsável pela Comunicação, o do atual titular da Fazenda, Manoel Vitório, e o do chefe da Casa Civil, Bruno Dauster. Ou seja, deixou a entender que os outros podem ser substituídos. 

 
Léo Prates diz que Geraldinho é “engenheiro político”

 

Por Fernanda Dourado

 

Em seu discurso de despedida, o ex-presidente da Câmara e deputado estadual eleito, Léo Prates, teceu muitos elogios a Geraldo Júnior, presidente da Câmara, e até o denominou de engenheiro político. “Comunicador nato. Um engenheiro político. A câmara estará em ótimas mãos”, afirmou Prates. Ele também fez um balanço  à frente da Casa ao ressaltar vários feitos, dentre eles, investimento na comunicação da Câmara. Ele ainda disse que levará a experiência do legislativo municipal para o estadual.