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Entrevista
Publicada em 14 de Novembro de 2018 ás 12:38:59 Share

Confira a entrevista com deputado estdual Zé Cocá
O Bahia Repórter inicia uma série de entrevistas com deputados estaduais e federais eleitos e reeleitos pelo estado da Bahia. O primeiro entrevistado é Zenildo Aragão, mais conhecido como Zé Cocá. O político iniciou sua carreira política no interior da Bahia, na cidade de Lafaiete Coutinho - onde foi prefeito por duas vezes consecutivas do município. O ex-gestor municipal da pequena cidade - situada a 355 km de Salvador e que concentra uma população de apenas 5 mil habitantes, chegou ao Parlamento com força da sigla progressista e com quase 60 mil votos – espalhados por 279 munícipios baianos, mas concentrados no Vale do Jiquiriça. O agricultor – que já foi coordenador dos Consórcios da Bahia e atualmente faz faculdade de Gestão Pública – concedeu entrevista à jornalista Fernanda Dourado do site Bahia Repórter. No bate-papo, ele disse que o munícipio era visto antes da sua gestão como um patinho feio, mas que além de crescer politicamente, alancou a autoestima do lafaietense. Ele também enfatizou que a meta é transformar a região em um seleiro de produção com a união de forças políticas, inclusive, com o poio de adversários políticos. O progressista afirma que caso fosse o governador, Rui Costa, o candidato à presidência não teria nem segundo turno à eleição nacional. Em relação, a presidência da Assembleia Legislativa o futuro legislador diz acreditar que o PP terá um nome à disputa. Confira a entrevista completa: BR – O nome do senhor Zenildo Brandão. Por que o chamam de Zé Cocá? ZN- O nome surgiu através do meu amigo de 20 anos Ocimar. Colocou esse apelido por causa das sardas que tenho no rosto. Aí pegou! (risos) E virou o meu nome político, ou seja, a minha marca. BR- Em 2008, o senhor foi prefeito de Lafaite Coutinho. Em 2012, o senhor chegou a ser candidato único da cidade em 2012 e obteve mais de 90% de aprovação popular. Qual a característica do município? ZC - O município tem aproximadamente 5 mil habitantes. È uma zona temperada - que tem mata de cipó. Município metade agrícola e metade humano - que se desenvolveu muito por causa de nosso mandato se fortaleceu em vários sentidos. BR- O senhor foi candidato único quando disputou a reeleição. Por que acha que ocorreu isso? Não tinha oposição na época? ZC – A oposição era muito forte no meu primeiro mandato. Mas fizemos um trabalho diferente. Lafaiete Coutinho tem uma zona rural extensa. Colocamos água em toda a zona rural. Melhoramos muito a parte humana. Lafaiete Coutinho teve um crescimento do IDEB de 2 para 5 quando terminamos nosso mandato. Consideramos o maior IDEB dos dois territórios. Os investimentos foram em todas as áreas: educação, saúde e infraestrutura. Elevamos a qualidade de vida daquelas pessoas e tiramos o município daquela zona ruim. O município era visto pela região como um patinho feio. Mas agora o município vem sendo considerado em todos os sentidos com uma zona rural pujante. Fizemos muitas barragens, muitos poços artesianos. Então, elevou a autoestima do lafaitense. BR- O senhor tem experiência no executivo, mas agora irá ingressar no legislativo. Dois Poderes distintos. Já que no executivo executa e no legislativo além de fiscalizar o executivo, o parlamentar elabora leis. Qual a expectativa do senhor? Acredita que irá se acostumar rápido? ZC - Creio que sim. A gente sabe que o executivo é totalmente diferente! No executivo, temos a vantagem – mesmo dentro das limitações. Mas quando você quer fazer uma coisa você planeja e consegue. Já o legislador você vai indicando, buscando... Você tem que aprovar lei, fiscalizar o executivo... Mas hoje os deputados quebraram um pouco isso. Atualmente, temos emendas, muitas indicações. O deputado também pode se juntar ao município e fortalecer as entidades. Até para buscar os recursos de forma mais rápida. Hoje a gente vê munícipios que esperam dois anos para aprovar um projeto e executá-lo. Lafaiete Coutinho nós conseguimos fazer isso em quatro meses. Ou seja, nós podemos criar equipes bem montadas para que ajude a administração de onde estamos alavancar a vida das pessoas e, claro, fortalecer o munícipio com o mandato. Um exemplo é na nossa região: nós temos um potencial grandioso, principalmente, a barragem de Pedra, Iramaia, Planaltina e Maracás. Mas que não tem visibilidade. A produção é quase zero. Vamos discutir com o governo federal e estadual com objetivo de buscar uma fonte de recursos para a nossa região virar um seleiro de produção. BR- O senhor declarou recentemente em uma entrevista a um veículo da sua região que irá unir forças para alavancar a região, inclusive, com opositores. Como fará isso? ZC- A nossa região tem um defeito grande. Quando um faz o outro quer desmanchar o que o outro realizou. E nós temos que trabalhar para quebrar isso. Temos que nos juntar: eu e o deputado Euclides Fernandes – que foi meu adversário na região. Tem o deputado Antônio Brito, tem o deputado federal eleito, Leur Lomanto - que está nesta guerra aí com Isac, mas foi eleito até o momento. Temos que unir formas e discutir nossa região. Nós temos um potencial hídrico grande, principalmente, o município de Jequié e o de Jaguaquara, que estão mais centralizados que os outros, mas infelizmente a gente não vê essa discussão em um futuro. A meta é trazer para o governo federal e estadual projetos que elevem. Eu acredito muito na pauta da região. Eu tive votos em 279 municípios. Contudo, meus votos foram concentrados no Vale do Jiquiriça e Rio de Contas. Saí eleito com os votos dos dois territórios. Um prova que os dois territórios clamam por mudanças, ou seja, escolheram um representante que faça por eles. Precisamos mudar a forma de fazer política. Nós temos que ir para as ruas, conversar, debater. Eu credito nessa nova forma de fazer política. BR- O senhor é do PP da base do governo Rui Costa. Qual a sua opinião a respeito da gestão? ZC- O governador Rui Costa para mim fez um dos maiores governos da história da Bahia. Na minha geração não vi nada parecido e ouço as outras gerações. Tive o prazer de participar do governo dele como coordenador dos Consórcios. E graças a Deus nós conseguimos sair do Consórcio com 6 mil km de estradas com uma economia de mais de 80% ao que era antigamente. Eu vi como o governador planear e executar de uma forma séria. Só pela organização dele já vi diminuiu valores em 30% a 40%. BR- Em relação a essa aprovação do governador Rui Costa, que é do PT, na Bahia. Na Bahia, o quarto maior colégio eleitoral, o governador Rui Costa foi reeleito com mais de 70% dos votos. Esta é a quarta vitória consecutiva do partido no Estado. Mas nacionalmente há uma grande rejeição ao partido. ZC- Existe. A gente não pode esconder. Existe uma discussão, ou seja, uma guerra contra o PT. Houve várias falhas em nível nacional. O governador Rui Costa aqui fez diferente. Quando você avalia o governo dele aqui na Bahia e nacionalmente a diferença é muito grande. O PT em si desacreditado e o governador Rui costa teve quase 80 % dos votos. Para ser exato 75 %. O Povo hoje está atrelando muito a pessoa. É a prova que a população da Bahia está avaliando o cidadão. Eu tenho dito em alguns lugares se fosse o governador Rui Costa candidato a presidente do Brasil não teríamos nem segundo turno. Tá quebrando muito isso. Do partido A ou B. BR - Deputado, qual seu posicionamento sobre a vitória do presidente eleito, Jair Bolsonaro? O senhor que movimentou bem as redes sociais a favor do presidenciável, Fernando Haddad - candidato que obteve uma grande votação na Bahia, e ganhou obteve mais votos que o presidente eleito em 413 munícipios baianos perdendo apena em 4 munícipios. ZC – A pesar do resultado, saímos da disputa fortalecidos, além de confirmar o grande líder que é o nosso governador, Rui costa, com a expressiva votação que Fernando Haddad obteve no estado! A vontade do povo foi atendida e a democracia prevaleceu. Ao presidente eleito Jair Bolsonaro eu desejo sorte e que ele consiga unir o país e realize as mudanças que o nosso povo tanto precisa. BR- O senhor ainda não tomou posse no Parlamento baiano, mas em janeiro será empossado como deputado estadual. A eleição à presidência da Assembleia Legislativa da Bahia é em fevereiro. Já houve alguma discussão a respeito da disputa? ZC- Várias especulações. Várias discussões. Nós vamos discutir com o partido. Nosso líder do partido é João Leão, ou seja, seguiremos as orientações dele. E tenho certeza que o PP fará forte essa discussão da presidência da Casa. BR- O senhor acredita que o PP apresentará um nome à disputa? ZC- Eu creio que sim. BR- Qual seria o nome? ZC- Inicialmente temos a cogitação de dois ou três nome.
a.u.i.s.p

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