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Publicada em 01 de Dezembro de 2018 ás 19:32:00 Share

Proposta de indulto natalino exclui condenado por corrupção

Ainda sem uma definição no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a validade do indulto natalino editado pelo presidente Michel Temer no ano passado, o governo já tem em mãos a proposta que serve de base para a formulação do decreto deste ano. A minuta apresentada pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) endurece as regras para um condenado obter o perdão da pena e incorpora restrições impostas em decisão liminar do ministro do STF Luís Roberto Barroso, como o veto do indulto a condenados por corrupção. O Supremo já tem maioria para derrubar a liminar e manter o indulto de Temer de 2017, que admitia o perdão a condenados por crimes sem violência – como corrupção – que tivessem cumprido um quinto da pena até 25 de dezembro de 2017, ponto contestado pela Procuradoria-Geral da República e suspenso por Barroso. O julgamento, porém, foi interrompido nesta quinta-feira, 29, após pedido de vista do ministro Luiz Fux. Desta forma, as regras definidas por Temer continuam suspensas até a retomada do julgamento. Na proposta deste ano, além de vedar o benefício a condenados por corrupção, há a previsão de que o perdão só pode ser concedido a quem tiver cumprido um terço da pena e sob a condição de a condenação não ser superior a oito anos. Em comparação com a proposta do próprio conselho de 2017, o texto deste ano também amplia a lista de crimes pelos quais não pode haver o indulto, passando a incluir aqueles cometidos contra agentes de segurança, o estupro a vulnerável e o homicídio culposo em acidentes de trânsito. Uma inovação da proposta é condicionar o indulto ao trabalho e ao estudo, se houver oferta e estrutura para isso na administração prisional. Também prevê que os contemplados fiquem sujeitos à perda do benefício caso cometam novo crime no prazo de dois anos. O conselho mantém a sugestão de proibir o indulto para quem teve a pena de prisão substituída por multa – o que foi descartado por Temer no ano passado, mas reformado por Barroso. A exceção é para presos em “extrema carência material”. A proposta redigida pelo Conselho já está em análise pela área jurídica do Ministério da Segurança Pública. O ministro Raul Jungmann ainda examinará o texto, que pode passar por modificações antes de ser enviado ao Planalto. O presidente não precisa necessariamente seguir a proposta, e pode alterá-la, como fez em 2017. O conselho é ligado ao Ministério da Justiça e composto por 13 integrantes, entre professores e profissionais da área do Direito, além de representantes da comunidade e dos ministérios da área social. Eles têm mandato de dois anos. Previsto na Constituição da República, o indulto natalino voltou a ser criticado ontem pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, que já prometeu não conceder o benefício em seu governo. O presidente eleito declarou ter avaliado com “bastante tristeza” o indulto natalino de Temer. Mais cedo, ele defendeu que condenados cumpram integralmente suas penas. “Fui escolhido presidente do Brasil para atender aos anseios do povo brasileiro. Pegar pesado na questão da violência e criminalidade foi um dos nossos principais compromissos de campanha. Garanto a vocês, se houver indulto para criminosos neste ano, certamente será o último”, disse Bolsonaro. Nesta sexta-feira, 30, o futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, fez coro à crítica, mas disse que não é contra a medida. “Respeito enormemente o Supremo Tribunal Federal e qualquer decisão a ser tomada no plenário será respeitada. Mas, na linha que afirmada pelo presidente eleito, esse será o último indulto com tão ampla generosidade”, disse. “Espero que o indulto a ser editado neste ano não tenha o mesmo perfil do ano passado”. O presidente do CNPCP, Cesar Mecchi Morales, reconhece que um presidente pode deixar de oferecer o indulto enquanto estiver no cargo, mas não acabar com o instituto jurídico por ser parte da Constituição. Ele defendeu a proposta do conselho de 2018. “Algumas ideias amadurecem ao longo dos anos. Procuramos aperfeiçoar a proposta do ano passado”, disse, destacando o indulto condicionado a trabalho e estudo. Para o ex-presidente do Supremo Carlos Ayres Britto, é preciso evitar o extremo entre o indulto de Temer e o desejo de Bolsonaro de não aplicar mais o benefício previsto na Constituição. “Você não pode pegar um instituto de direito constitucional, uma figura de direito explicitamente constitucional e dizer ‘não vou aplicar isso’. Então para que a Constituição criou a figura do indulto? Nem tanto ao mar, nem tanto à terra”, disse.

Estadão Conteúdo
 

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 Por Fernanda Dourado

  Ex-secretário de comunicação na gestão do governador da Bahia, Jaques Wagner, (PT), por oito anos, Robison Almeida, deputado estadual eleito em 2018 – tem um novo desafio: o Legislativo Estadual. O petista que foi suplente na Câmara, mas exerceu por nove meses o mandato no Legislativo federal - deixou o cargo após o deputado federal eleito, Fernando Torres – titular da vaga – sair do comando da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedur) e reassumir seu posto em Brasília.  Em entrevista à jornalista Fernanda Dourado do site Bahia Repórter, o legislador  - que já colocou seu nome para o partido para disputar a prefeitura de Salvador pela ala - obteve mais de 65 mil votos e durante a entrevista alfinetou por diversas vezes o prefeito de Salvador e presidente nacional do DEM, ACM Neto. Segundo ele, o demista tem o “DNA da arrogância” e disparou: “A gestão dele montou uma indústria de multa, asfixiou o crescimento econômico da cidade com aumento de taxas e impostos, estipulou o IPTU mais caro do país e ainda tem a pior atenção básica à saúde entre todos os municípios da Bahia”. O petista defende que o PT tenha candidatura própria e acredita que o governo conseguirá o pleito em 2020.  Ele ainda comentou sobre as possibilinades "ainda não concretas" de nomes da base de ACM Neto – que estariam namorando a base de Rui – com interesse  em 2020. O petista - que tem uma vasta experiência no executivo - já demosntrou na primeira semanano plenário da Assembleia Legislativa da Bahia que seu mandato será de propostas, mas também de enfrentamento a prefeitura de Salvador. 

 
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A nota diz ainda que “não consta” dos registros eletrônicos de acesso do Ministério da Justiça qualquer referência à entrada e saída dessas pessoas.

 
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“Critério técnico é para os outros. Para o PT, se faz do jeito deles. Nós temos que ter nomes técnicos, mas o PT é governo e é quem manda”, transcorreu o deputado. Para Robinho, o governador errou ao não aceitar a indicação de Luiz Augusto (PP) para a Secretaria De Infraestrutura Hídrica E Saneamento (Sihs).

 

 
OMS alerta para possível 3ª onda de surto de febre amarela no Brasil
 
Com pelo menos 36 casos de febre amarela confirmados em humanos no período entre dezembro de 2018 e janeiro deste ano, o Brasil poderia estar vivendo uma terceira onda de surto da doença. O alerta foi divulgado esta semana pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O país registra ainda, segundo a entidade, oito mortes confirmadas por febre amarela no mesmo período. Os casos se concentram em 11 municípios de dois estados. Em São Paulo, foram confirmadas infecções em Eldorado (16 casos), Jacupiranga (1), Iporanga (7), Cananeia (3), Cajati (2), Pariquera-Açu (1), Sete Barras (1), Vargem (1) e Serra Negra (1). No Paraná, dois casos foram confirmados em Antonina e Adrianópolis. O local de infecção de um último caso confirmado ainda está sob investigação. Ainda de acordo com a OMS, entre os casos confirmados em humanos, 89% deles foram identificados em homens com média de idade de 43 anos e pelo menos 64% dos infectados são trabalhadores rurais. “Embora seja muito cedo para determinar se este ano apresentará os altos números de casos em humanos observados ao longo dos dois últimos grandes picos sazonais [o primeiro entre 2016 e 2017 e o segundo entre 2017 e 2018], há indicações de que a transmissão do vírus continua a se espalhar em direção ao sul e em áreas com baixa imunidade populacional”, destacou a entidade, por meio de comunicado.
 
Marcelino Galo é eleito líder do PT na Assembleia Legislativa da Bahia

 A Bancada do Partido dos Trabalhadores na Assembleia Legislativa da Bahia elegeu o deputado Estadual Marcelino Galo como novo líder. O deputado assume o cargo no lugar do colega Joseildo Ramos e será responsável por liderar a maior representação partidária da Casa Legislativa, por um período de dois anos. A eleição ocorreu na noite de terça-feira (29) durante reunião de bancada. Eleito por unanimidade, o deputado Marcelino Galo agradeceu o voto de confiança de todos os pares. “Assumo a liderança do PT em um momento crucial da nossa história. Precisamos lutar pela retomada da democracia no nosso país e continuar trabalhando a favor do povo baiano. Estou feliz por exercer esta liderança neste momento tão importante”, declarou o novo líder.

 
Posse de Geraldo Júnior: Maurício Barbosa e Fábio Villas Boas presentes

 

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Os secretários do governador, Rui Costa, também marcaram presença na posse do novo presidente da Câmara, Geraldo Júnior. O secretário de segurança pública, Maurício Barbosa, e o secretário de saúde, Fábio Villas Boas, estavam na disputada cerimônia. O secretário de saúde do estado - que chegou até ter seu nome cogitado para disputar a prefeitura de Salvador - não foi incluído na preferência de Rui Costa para permanecer na pasta. O governador petista afirmou a jornalistas que pelo menos três nomes do atual secretariado estariam garantidos. Os preferidos do governador são: o jornalista André Curvello, responsável pela Comunicação, o do atual titular da Fazenda, Manoel Vitório, e o do chefe da Casa Civil, Bruno Dauster. Ou seja, deixou a entender que os outros podem ser substituídos. 

 
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Em seu discurso de despedida, o ex-presidente da Câmara e deputado estadual eleito, Léo Prates, teceu muitos elogios a Geraldo Júnior, presidente da Câmara, e até o denominou de engenheiro político. “Comunicador nato. Um engenheiro político. A câmara estará em ótimas mãos”, afirmou Prates. Ele também fez um balanço  à frente da Casa ao ressaltar vários feitos, dentre eles, investimento na comunicação da Câmara. Ele ainda disse que levará a experiência do legislativo municipal para o estadual.