Conecte-se Conosco
L

Política

Carf tem debandada de conselheiros, e julgamentos podem ficar paralisados em 2022

Publicado

em

Compartilhe esta notícia!

Um grupo de 63 conselheiros do ?Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), vinculado ao Ministério da Economia, assinou nesta quinta-feira (30) uma carta em que afirmam que não participarão das sessões de julgamento do colegiado previstas para janeiro de 2022.
 

O órgão é responsável por julgar disputas tributárias entre a União e contribuintes. A debandada pode gerar um apagão nas deliberações logo no início do ano, para quando são esperados julgamentos envolvendo nomes como o apresentador Renato Aragão, a Igreja Universal, o banco Itaú e a empresa Vale.
 

De acordo com o sindicato da categoria, estava previsto o julgamento de 408 processos em janeiro, que juntos somam o montante de R$ 92,7 bilhões.
 

Além da oposição ao corte de recursos para o funcionamento da Receita Federal em 2022, os conselheiros se unem aos auditores da Receita e protestam contra a falta de regulamentação do bônus de eficiência para a categoria.
 

A gratificação foi estabelecida em 2017, com previsão legal para que seja variável conforme a produtividade do órgão. Hoje, porém, não há regulamentação sobre essa flutuação, e os servidores demandam um ato ou decreto do governo para que a mudança saia do papel.
 

Os conselheiros ainda reclamam que o corte orçamentário na Receita inviabiliza melhorias nas áreas de tecnologia e estrutura.?
 

“A adesão dos conselheiros é muito expressiva e muito sintomática de que realmente houve essa gota d’água”, afirma o presidente do Sindifisco Nacional (sindicato dos auditores), Kleber Cabral.
 

Na semana passada, o Congresso reservou R$ 1,7 bilhão do Orçamento de 2022 para reajustar salários de policiais. Deputados e senadores atenderam a um pedido do presidente Jair Bolsonaro (PL), que pretende agradar sua base no ano em que tentará a reeleição.
 

Com a medida, auditores reagiram à benesse para PF, PRF (Polícia Rodoviária Federal) e ao Depen (Departamento Penitenciário Nacional) e intensificaram o movimento articulado de entrega de cargos de chefia.
 

“Os policiais estão sendo reconhecidos. Parabéns para eles, que têm um ministro da Justiça que luta por eles. Queríamos nós um ministro da Economia que fizesse o mesmo”, diz o presidente do Sindifisco Nacional.
 

Previstos para serem retomados no próximo dia 10, os julgamentos presenciais do Carf são aguardados com grande expectativa, uma vez que grandes causas ficaram paradas em razão do formato remoto adotado na pandemia.
 

Sem sessões, diversos recursos não serão julgados. E tudo ficará paralisado.

Continue lendo
Clique para comentar

Responder

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Zema promete privatizações, anistia e trabalho por hora

Publicado

em

Compartilhe esta notícia!

O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo)  prometeu privatizar estatais federais, ampliar a contratação de trabalhadores por hora e conceder anistia a condenados pelos atos de 8 de Janeiro caso seja eleito. As declarações foram dadas nesta segunda-feira (24), durante entrevista da TV Globoexibida ao vivo após o “Jornal Nacional”.

Continue lendo

Política

“A história de um partido também passa por seus quadros”, Confira a análise da jornalista política Fernanda Dourado

Publicado

em

Compartilhe esta notícia!


(por Fernanda Dourado)

Fazer política na Bahia exige compreender uma realidade muito particular.

Maquiavel já ensinava que a política não acontece no mundo ideal, mas dentro das circunstâncias concretas de cada tempo. E talvez essa seja uma boa chave para compreender o cenário baiano.

O PT governa o estado ininterruptamente desde 2007 e construiu forte capilaridade no interior. Ao mesmo tempo, a oposição mantém força eleitoral e a direita ampliou sua presença nos últimos anos.

É nesse tabuleiro que a trajetória de João Bacelar merece ser observada.

Bacelar foi eleito deputado federal em 2006 pelo antigo PL, atravessou a transformação da legenda em PR e acompanhou diferentes fases dessa estrutura partidária.

Um episódio ajuda a dimensionar essa relação.

Em 2016, durante a votação do impeachment de Dilma Rousseff, Bacelar votou não e deixou uma frase registrada na Câmara:

“Eu poderia ser oportunista, mas não sou em virtude do meu posicionamento partidário. Meu voto é não.”

Há uma palavra importante nessa declaração: partidário.

Não se trata de reabrir o debate sobre o impeachment, mas de registrar que, naquele momento, Bacelar utilizou sua posição partidária para explicar publicamente uma decisão de enorme peso político.

Não é uma interpretação. É história.

Cinco anos depois, Jair Bolsonaro ingressaria no PL e se tornaria sua principal liderança nacional, ampliando a força política e eleitoral da legenda.

São tempos diferentes de um partido que também atravessou diferentes fases.

E existe a Bahia.

Um parlamentar baiano representa municípios administrados por diferentes forças, precisa dialogar com prefeitos e mantém relações institucionais com governos estadual e federal.

E talvez a Bahia seja um dos exemplos mais claros dessa complexidade.

À frente dessa estrutura está Valdemar Costa Neto, um dos dirigentes mais experientes da política partidária brasileira. Ao longo dos diferentes momentos do PL — dentro e fora de sua direção formal — acompanhou períodos de maior e menor protagonismo da legenda. E uma característica importante dessa trajetória foi compreender que um partido nacional também é formado pelas particularidades políticas de cada estado.

E, na Bahia, circunstâncias políticas nunca foram um detalhe.

Hoje, o PL vive outro momento, com novas lideranças e enorme força nacional. Mas a grandeza de um partido também está na capacidade de reconhecer aqueles que permaneceram em sua trajetória quando as circunstâncias eram outras.

Como ensina Sun Tzu, não basta conhecer as próprias forças; é preciso compreender o terreno em que se está.

E, na política, a Bahia é um terreno muito particular.

Partidos têm suas diretrizes. Lideranças nacionais têm seu peso. Mas quem faz política na Bahia precisa conhecer o terreno baiano.

Porque, no fim, não basta compreender o partido, nem apenas o adversário. É preciso compreender onde a política acontece.

E a Bahia tem seu próprio tabuleiro.

———————————————————

Fernanda Dourado é jornalista política há mais de 20 anos, apresentadora de TV e editora-chefe do Bahia Repórter. Acompanha a política baiana e nacional com uma linha editorial independente, imparcial e sem militância. Ao longo da carreira, destacou-se por entrevistas com algumas das principais autoridades e lideranças políticas do país. Com forte presença nas redes sociais, uma única publicação de sua autoria ultrapassou 1,3 milhão de visualizações, consolidando também sua presença no jornalismo político digital.



Continue lendo

Política

Marca Häagen-Dazs deixa o Brasil após quase 30 anos

Publicado

em

Compartilhe esta notícia!

Os sorvetes Häagen-Dazs não serão mais encontrados nos supermercados brasileiros. Isso porque a General Mills Brasil, dona da marca, decidiu excluí-la do seu portfólio no país após 29 anos de operações no Brasil.
 

“A marca Häagen-Dazs não será mais distribuída no Brasil devido a um plano de reformulação de portfólio da General Mills, anunciado em março de 2026”, informou a General Mills em nota à imprensa.
 

O movimento acontece cinco meses após a General Mills anunciar a venda da operação brasileira —que inclui Yoki e a Kitano— por cerca de R$ 800 milhões à 3corações, líder de café no mercado. Com isso, a empresa passou a reestruturar seu portfólio no país.
 

A decisão de retirar a Häagen-Dazs da lista faz parte da reestruturação de portfólio da General Mills, iniciada em março, quando a empresa vendeu suas operações no Brasil à 3corações.

Continue lendo

Tópicos populares

WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com