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Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA)

Política

Exclusivo: “Ninguém chegou para mim para dizer: Você vai apoiar Bruno Reis porque é importante eleger ACM Neto”, diz Lúcio Vieira Lima ao afirmar que tem tido conversa com todos os pré-candidatos ao governo antes da decisão de apoio

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(Por Fernanda Dourado) 

O segundo entrevistado do site Bahia Repórter é o presidente de honra do MDB na Bahia e analista político, o ex-deputado federal, Lúcio Vieira Lima. Alegre, espontâneo e irreverente, mas quando o assunto é política o medebista se concentra rapidamente. Habilidoso com a imprensa e com os políticos, Lúcio Vieira Lima – tem berço político – é filho do ex-deputado federal e estadual Afrísio de Souza Vieira Lima (PMDB) – que faleceu em 2016. Irmão de Geddel Vieira Lima, ex-Ministro da Integração e deputado federal, Lúcio afirmou não ter desafetos na política e que, inclusive, todos os pré-candidatos ao governo do estado, ACM Neto (ex-prefeito de Salvador); Jaques Wagner (senador e ex-governador ) e o ministro da cidadania (João Roma) são seus amigos além de admitir que tem diálogos com todos os postulantes, mas admitiu que nenhum apresentou um planejamento de governo. O ex-legislador lembrou que o cortejado MDB – é um partido de centro – e, segundo ele, atrativo. Ainda de acordo com Lúcio o MBD é o quinto em número absolutos de votos no estado da Bahia. Lúcio – ainda afirmou não fazer política com o fígado – e comentou sobre os rumores que o MDB estaria insatisfeito na gestão municipal de Salvador.

Bahia Repórter: O senhor diz em diversas entrevistas que o MDB ainda não decidiu quem apoiará em 2022. Mas também ressalta que a legenda não tem pressa na decisão. O que o MDB está esperando? Uma composição política? 

Lúcio Vieira Lima: Não temos pressa por que o prazo é em abril. Se o prazo fosse amanhã… nos já teríamos nossa decisão, mas temos conversado com antecedência. Esta é uma eleição que já está se mostrando atípica. Uma hora um é candidato. Outra hora, outro é candidato. Nós não sabemos como será o cenário. Do lado do governo: você tem o PT que lançou Jaques Wagner, aí vem o PP que colocou o nome de João Leão, no PSD, Otto – que por sua vez, é candidato. No DEM, ACM Neto que marcou agora o lançamento da pré-candidatura para o dia 2 de dezembro, ou seja, não era nem pré-candidato antes. O João Roma – talvez como estratégia – eu tenho visto na imprensa, nem citam o nome dele. Eu não sei se é por que ele não tem tanta influência na imprensa, mas até evitam de dizer que ele é candidato. Apesar que eu acho que ele é, mas ainda não se colocou como candidato. Ou seja, enquanto não se colocarem como candidato não há titularidade para se conversar com nenhum partido. Parece que querem reunir apoio para se viabilizarem. E deve ser o contrário, apresentar uma candidatura e proposta de governo para que o PMDB examine se este será um bom gestor.

Bahia Repórter: O senhor fala de viabilidade. Nenhum apresentou propostas? O MDB está sendo bem cortejado… pelo mesmo é o que tem saído na imprensa e alguns políticos têm dito nos bastidores ….  

Lúcio Vieira Lima– Eu tenho dito! Os candidatos têm dito. E a imprensa diz o que ela vê. Você tem estes candidatos declarando de público querendo o apoio do MDB- mostra que o MDB é um grande partido e desejado por todos. O MDB é um partido de vanguarda, da redemocratização, das Diretas Já, da anistia, da Constituinte, de Ulisses Guimarães. O maior partido do Brasil! Todo mundo quer ter o MDB. 


Lúcio Vieira Lima sendo entrevistado pela
jornalista política Fernanda Dourad
o

Bahia Repórter: O senhor diz que já conversou com vários candidatos: ACM Neto, ex-prefeito de Salvador, Jaques Wagner, senador e ex-governador da Bahia; João Roma, Ministro da Cidadania. Quais destes candidatos teriam mais afinidade com o MDB? 

Lúcio Vieira Lima: Aí não é questão de afinidade. Eu gosto de todos. Sou amigo de todos. Eu disse outro dia e teve gente que se zangou. Não temos diferença dos candidatos de olhos azuis e um outro candidato um ex-prefeito e tal. 

Bahia Repórter: Quando o senhor diz que não há diferença… O senhor está se referindo a que? 

Lúcio Vieira Lima: Diferença ideológica, programática. Como é que você identifica direita e esquerda? Não existe isso mais.Você não tem bandeira! E não pode ser diferente! Um país que tem 36 partidos registrados no Supremo.

Bahia Repórter: Das conversas que o MDB tem tido… Qual foi a conversa mais recente? 

Lúcio Vieira Lima – Não tem este negócio de dia. Eu converso com João Roma diversas vezes, com Bruno Reis – que articula para ACM Neto, com o próprio Neto, com Wagner. Sou amigo de todos.

“Eu converso com João Roma diversas vezes, com Bruno Reis – que articula para ACM Neto, com o próprio Neto, com Wagner. Sou amigo de todos”

Quando você (Fernanda Dourado) pergunta quem foi o última a falar … fica parecendo que é quem chegar primeiro leva. É essa impressão que não quero que fique. Parecendo que temos interesse em negociar cargos. Aí muitos dizem … ele não vai deixar Neto por que tem cargos e empregos na prefeitura.

Bahia Repórter: Mas o compromisso do senhor foi com quem na prefeitura de Salvador? Com Bruno Reis ou com ACM Neto?

Lúcio Vieira Lima:  Foi com administração de Bruno. Até por que analisamos o projeto que Bruno tinha.

Bahia Repórter: Mas por trás de Bruno tem ACM Neto… 

Lúcio Vieira Lima: Não me falaram que ele (ACM Neto) estava por trás, pela frente ou de lado. Não me falaram. Ninguém chegou para mim para dizer… Você vai apoiar Bruno porque é importante eleger ACM Neto. Não teve isso! E outra as eleições são vinculadas… Como é que vai ficar o MDB nacional? Logicamente nós temos autonomia no estado. Mas não é uma autonomia absoluta. Isso é conversado. Você vê que o PP deixou de filiar o presidente da república filiado por conta das arrumações nos estados. 


“Não me falaram que ele (ACM Neto) estava por trás, pela frente ou de lado. Não me falaram. Ninguém chegou para mim para dizer… Você vai apoiar Bruno porque é importante eleger ACM Neto. Não teve isso!”

Bahia Repórter: Como é que o MDB está caminhando nacionalmente? 

Lúcio Vieira Lima: O MDB está caminhando para lançar uma candidatura própria. Qualquer partido desejaria candidatura própria até por que é um manto sagrado. E para mim o correto seria todos os partidos apresentarem uma candidatura própria. 

Bahia Repórter: O senhor também é a favor de uma candidatura própria do MDB estadual? O MDB baiano tem pretensão de lançar um candidato (a) ao Palácio de Ondina? 

Lúcio Vieira Lima: O MDB na Bahia é exemplo de sempre defender candidatura própria. Foi assim com João Henrique, Geddel, Mário Kertz, João Santana. Mas sabemos que candidatura não se inventa! Não sou candidato de mim mesmo. Já foi o tempo de candidatura de protesto para marcar posição.

Bahia Repórter: O que significou o fim das coligações partidárias para o MDB? 

Lúcio Vieira Lima: Não apenas para o MDB, mas para todos os partidos. O fim fortalece os partidos que tem candidatura majoritária. Por conta do voto de legenda.

Bahia Repórter: O senhor diz que o MDB é um dos partidos mais atrativos. Por que? 

Lúcio Vieira Lima – O MDB é um dos partidos mais atrativos e de centro, ou seja, transita bem em todas as esferas. Vc imagina alguém do DEM indo para o PT ou vice-versa? Não! Mas imagina um desses vindo para o MDB.

“O MDB é um dos partidos mais atrativos e de centro, ou seja, transita bem em todas as esferas. Vc imagina alguém do DEM indo para o PT ou vice-versa? Não! Mas imagina um desses vindo para o MDB”

O apoio do MDB também não desgasta nenhum partido. Tem em estrutura boa, potencial de votos!  Lembrando que a eleição passada me diziam que era o enterro do MDB – devido aos fatos extras políticos. O MDB não depende de nomes. Depende de sua história. Nós saímos da zona como o quinto partido em número absolutos de votos.

Bahia Repórter: Recentemente entrevistei o ministro da cidadania, João Roma, e o questionei sobre as afirmações de alguns políticos que acreditam que haverá polarização mesmo ACM Neto liderando as pesquisas. Roma disse ( sem citar o nome de ACM Neto) que “não é por conta de capricho de uma pessoa que a eleição não será nacionalizada”. Qual a opinião do senhor a respeito? Acredita que a eleição na Bahia será polarizada? 

Lúcio Vieira Lima – Na minha experiência só duas eleições que não puxaram votos: a de Collor – na redemocratização e primeira eleição direta após a ditadura. E recentemente Bolsonaro, mas em uma eleição totalmente atípica que teve facada e, também, muitas pessoas votaram para dar resposta.

“Neto aposta que vão votar em Lula e nele. Wagner aposta que quem vota em Lula vota nele. E Roma acha que quem vota em Bolsonaro vota nele”

Pode ocorrer de tudo! A política é muito variável. Se falar sobre a experiência ….todos sabem que há vinculação. Na Bahia, por exemplo, Geddel perdeu a eleição em 10 dias para Otto. A eleição passada, Ângelo Coronel o pessoal dizia daria – o meu querido e falecido amigo, Irmão Lázaro. Mas isso vai se repetir? Não sei. Então, Neto aposta que vão votar em Lula e nele. Wagner aposta que quem vota em Lula vota nele. E Roma acha que quem vota em Bolsonaro vota nele. Não se pode negar que a eleição nacional se polariza primeiro. Neto ainda não tem uma âncora nacional, mas tá trabalhando e tem dado certo que está na frente das pesquisas. Mas o que João Roma disse também não está errado. A eleição não será nacionalizada por conta de A, B ou C. Isso é tsunami. Quando chega, chegou. Não dá tempo nem de chamar o Samu. Não tou dizendo que vai ou não ocorrer. E Neto tá correndo para que não ocorra e ele tá certíssimo! Agora ninguém tem bola de cristal. 

Bahia Repórter: Como analista político acha que um petista que gosta de Lula  votaria em ACM Neto? 

Lúcio Vieira Lima – Eu acho que a eleição não é de gostar de Neto, Wagner ou Roma. Até por que o exemplo maior tá aqui. Eu gosto dos três amigos queridos, mas não levarei em conta amizade para decidir. Eu vejo dizer que o MDB tá insatisfeito com Neto, o PMDB isso ou aquilo. Nós não fazemos política com o fígado. 

Bahia Repórter: O MDB está insatisfeito? 

Lúcio Vieira Lima – Não foi o que falaram? 

Bahia Repórter- Mas o MDB está insatisfeito? 

Lúcio Vieira Lima – Não estou insatisfeito ou satisfeito com ninguém. Se eu falar que estou satisfeito ou insatisfeito estou diminuindo a força do debate que queremos fazer. A prefeitura que temos cargos não é de Acm Neto. O prefeito é Bruno. Mas não seria a pergunta se eu estamos satisfeitos com Bruno na prefeitura? 

Bahia Repórter- O MDB está ?  

Lúcio Vieira Lima – O MDB ainda não pode julgar – já que vamos analisar o benefício para o que tá trazendo para o povo. Foi ano de pandemia, diminuição de recursos. Se você me perguntasse se eu apoiaria Bruno à reeleição? Apoiaria com tranquilidade. 

“Se você me perguntasse se eu apoiaria Bruno à reeleição? Apoiaria com tranquilidade”

Bahia Repórter- Há compromisso com Bruno para 2024? 

Lúcio Vieira Lima – Claro. A não ser que tenha um escorregão e acabe com tudo. Este ano da administração de Bruno está sendo satisfatório. Não há nada que diga que não compensou votar m Bruno.  Mas não quer dizer com isso o que Bruno apoiar seja o melhor. Você tem filhos maravilhosos, mas não quer dizer que com quem eles casaram são maravilhosos por que casou com sua filha. Cada um seus defeitos e suas qualidades.

Bahia Repórter- Recentemente ACM Neto disse que não enxergava empolgação no senador Jaques Wagner para disputar o governo. Qual a opinião do senhor a respeito da declaração dele? 

Lúcio Vieira Lima – Aí só quem pode responder é ACM Neto. 

Bahia Repórter- Mas o senhor sente o que? 

Lúcio Vieira Lima – Quando eu era novo. Eu pensava… aquela moça tá afim de mim. Quando eu ia lá tomava um toco. Então, cada um tem sua maneira de avaliar. Eu posso ficar seis meses de luto e um irmão tá pulando carnaval nos próximos dias, mas não quer dizer que eu esteja sofrendo mais que ele. Ou seja, ele pode tá sofrendo muito mais que eu. Mas usa aquilo como defesa, estratégia. Não sou que vou dizer que Wagner, ACM Neto… estão alegres ou triste. 


A entrevista foi realizada na sede no MDB baiano

Bahia Repórter – Se fala nos bastidores políticos que há uma possibilidade do candidato ao governo ser o senador Otto Alencar. O senhor já ouviu este burburinho? 

Lúcio Vieira Lima – Eu não faço política por imprensa ou por ouvir falar. Se ouve falar que Otto vai ser candidato, também se ouve que João Leão não abre nem para o trem, que Rui sairá para o senado , que Wagner é o candidato ao governo. Do lado de João Roma ele e Raíssa, tem Aleluia .. Sempre tem especulações. Mas de ouvir dizer …. já ouvi tanto em minha vida e, inclusive, são impublicáveis e nem repito – já que daí é que surge o nome: fofoca.

Política

Fim da aliança? Bolsonaro se irrita com postura de Abraham Weintraub

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O presidente Jair Bolsonaro tem demonstrado irritação com seu ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, que articula uma candidatura ao governo de São Paulo mesmo com Bolsonaro defendendo publicamente o nome do ministro Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura) para o posto. Weintraub também tem feito críticas à aliança do presidente com partidos do Centrão. 

Em conversas com ministros, Bolsonaro comparou Weintraub a outros antigos colegas de ministério que passaram a ser críticos do governo, como Luiz Henrique Mandetta (Saúde), Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral) e Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo).

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Política

Senado trabalha para reduzir em até R$ 3 preço do combustível, diz relator

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O senador Jean Paul Prates (PT-RN), relator do projeto sobre ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) no Senado, disse que o Congresso trabalha em um conjunto de ações legislativas que visam reduzir os preços dos combustíveis e do botijão de gás na conta do consumidor final ao “tirar de quem ganhou excepcionalmente”.
 

Conforme o senador, deve ser criada uma “conta de compensação” com fundos de lucros obtidos pelo governo com a “alta excepcional do dólar e do petróleo”, a fim de “garantir o preço internacional para o refinador e para o importador”, mas também um “preço mais acessível e condizente” com a realidade do país para o consumidor final. Assim, ele garante que o impacto desse pacote acarretará em uma “diminuição potencial” de até R$ 3 no diesel e na gasolina, e de até R$ 20 no botijão de gás de 13kg em um período de até 40 dias, a partir da aprovação pelo Executivo.
 

Em entrevista à CNN Brasil, Prates explicou que pautas que “estavam flutuando entre a Câmara e o Senado” foram aglutinadas. As pautas em questão são o PL (Projeto de Lei) 1472/2021, que visa a criação de uma conta para estabilizar os preços, aprovada anteriormente na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e que deverá ser pautada pelo Plenário após o fim do recesso parlamentar em fevereiro; e a outra diz respeito ao PLC (Projeto de Lei Complementar) 11/20, aprovado na Câmara em 2021, que prevê que o ICMS fique invariável frente aos reajustes do preço do combustível nas refinarias e também às mudanças de câmbios.
 

“São dois projetos principais: Um estabelece uma conta de compensação, não é um fundo, onde você pergunta: ‘Quem paga o subsídio ao consumidor quando o preço disparar?’, que é o caso de dois anos para cá. Se a gente já tivesse feito essa conta de compensação, teríamos alimentado essa conta quando o preço baixou na pandemia, quando o preço do petróleo chegou a zero em alguns momentos, e teríamos agora saldo nessa conta para subsidiar uma alta sustentada”, iniciou.
 

Segundo o relator, é preciso colocar dinheiro nessa conta inicial e, pensando nisso, o Senado aprovou aquilo que ele chamou de uma “solução justa”.
 

“Quem que ganhou com a alta? A Petrobras e o governo federal, ganharam dividendos, os royalties aumentaram, participações governamentais na indústria do petróleo aumentaram, também as reservas internacionais se valorizaram, também alguns fundos estatais que têm superávit ganharam com isso. Então a gente pega todas essas fontes, normalmente vinculadas à alta excepcional do dólar e do petróleo, joga numa conta de compensação e permite que se faça o seguinte: Garantir o preço internacional para o refinador e para o importador para ele não deixar de investir, e para o consumidor garantir preços mais acessíveis e condizentes com a nossa condição de país autossuficiente em produção de petróleo”, explicou.
 

A outra parte projeto, diz Jean Paul Prates, refere-se ao ICMS cobrado na porta da refinaria, com o estabelecimento de um valor fixo em real por metro cúbico. Segundo detalhou, os estados que dependem economicamente do ICMS, mas não são produtores de petróleo, também serão beneficiados, e os governadores “não poderão reclamar”, pois, garante, não perderão em arrecadação.
 

“Os estados que dependem muito do ICMS para a economia e não são produtores de petróleo, da forma como vamos trabalhar, não poderão dizer que perderão em arrecadação, porque nós vamos pegar esse valor em reais e calcular de acordo com a variação dos últimos seis meses, só que congelando num valor fixo, de maneira que os governadores fiquem oscilando suas receitas de acordo com os preços de referência e, de 6 em 6 meses, este valor de ICMS em reais será revisto”, contou.
 

“O impacto do pacote que estamos preparando é de R$ 2 a R$ 3 reais de diminuição potencial do combustível líquido – diesel e gasolina -, e um impacto de R$ 10 a R$ 20 reais no botijão de gás de 13kg para o consumidor final”, destacou, ressaltando que o Congresso não pretende criar uma fórmula mágica, mas, sim “propiciar o instrumental, contas financiadas por fundos que têm a ver com a receita extraordinária do petróleo”, pois, uma vez que “o estado lucrou com a alta, ele devolve para o consumidor na forma de amortecimento, sem afetar a capacidade de investimento dos refinadores e importadores”.
 

Por fim, Prates reforçou que, embora tratem-se de projetos diferentes, eles são complementares, pois um “estabelece a monofasia e a questão da alíquota em reais por metro cúbico”, enquanto o outro “ataca o preço de referência na porta da refinaria”. O produto final seria essa conta de compensação para ser usada “apenas em períodos de altas excepcionais”.
 

“Essa conta é financiada com dividendos que a Petrobras paga ao governo federal, fundos estatais que têm superávit, reservas internacionais, royalties e participações governamentais e outras receitas petrolíferas”, completou, pontuando que a lógica por trás disso é que quem ganhou com os preços altíssimos, devolva à sociedade brasileira na forma de compensação.
 

“A gente espera que o Executivo seja capaz de provocar uma redução de R$ 2 a R$ 3 no preço da gasolina e do diesel em 40 dias, e de R$ 10 a R$ 20 no gás de cozinha, também em 40 dias. Depois é administrar a conta da forma mais inteligente: Alimentando quando o preço estiver baixo lá fora e jogando dinheiro nela para subsidiar quando o preço estiver excepcionalmente alto, como está agora.”
 

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Política

Mourão diz que não há espaço no Orçamento para reajuste de servidores

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No dia em que entidades de servidores organizam um protesto para pedir reajuste de até 28,15% ao governo Jair Bolsonaro (PL), o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) afirmou que não há espaço no Orçamento para contemplar a demanda das categorias.

O vice também não descartou que o governo recue do compromisso de fazer uma correção salarial apenas para policiais, como prometeu Bolsonaro.

“Você sabe muito bem que não tem espaço no Orçamento para isso”, disse Mourão, ao chegar no gabinete da vice nesta terça-feira (18).

Questionado se o reajuste seria então apenas para categorias específicas, como profissionais de segurança e agentes saúde, o vice declarou que Bolsonaro ainda não tomou uma decisão sobre o tema.

“Não sei nem se o presidente vai conceder isso aí. Não sei, vamos aguardar. O presidente não bateu o martelo nisso aí ainda. O espaço orçamentário é muito pequeno”.

Bolsonaro deve decidir sobre o tema na análise de possíveis vetos ao Orçamento de 2022.

O movimento das entidades do funcionalismo público por reajuste ganhou força após o presidente prometer verba apenas para policiais.

O porcentual reivindicado de 28,15% é buscado por representantes da elite do funcionalismo, e não é consenso entre as demais categorias.

A cada ponto percentual de aumento, de acordo com estimativa da equipe do ministro Paulo Guedes (Economia), o custo aos cofres públicos de uma atualização é de R$ 3 bilhões. O montante reivindicado, se hipoteticamente fosse obtido, seria de R$ 84,45 bilhões. O Orçamento de 2022 prevê apenas R$ 1,7 bilhão.

Após a mobilização desta terça, que tem caráter de alerta e é considerada determinante para avaliar a resposta do governo e os próximos passos que podem incluir uma greve, as entidades vão esperar uma sinalização do Executivo. Caso nada mude até o começo de fevereiro, o movimento deve se intensificar.

Nesta terça, as entidades dizem esperar boa adesão aos atos, mas afirmam que o movimento pode ser limitado por fatores como o crescimento dos casos de Covid-19, em razão da ômicron, e o período de férias.

​Os grupos já falam até em novas mobilizações para o dia 2 de fevereiro —quando recomeçam os trabalhos no Congresso Nacional e no STF (Supremo Tribunal Federal).Ricardo Della Coletta

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