Questão de Ordem: Duelo político entre Rui e Bruno; Bastidores da prefeitura de Salvador; Transalvador nega informações; o agronegócio e política baiana;Julgamento da eleição na Câmara; E, também,BAFLIX; Clique e leia
Coluna Questão de Ordem: A imparcialidade e isenção são os maiores patrimônios do jornalismo. A coluna seguirá a mesma linha editorial do site Bahia Repórter com respeito aos citados, sigilo total das fontes – quando solicitadas, informações exclusivas, imparcialidade, apuração jornalística e histórica. Ou seja, o jornalismo como deve ser feito: com ética. Toda quinta-feira , às 6 horas, impreterivelmente, uma coluna recheada de informações. Não vá trabalhar antes de lê-la. A informação na política é uma preciosidade .
(por Fernanda Dourado)
Cadê J. Matos? O locutor oficial do governo
J. Matos
A falta de J.Matos foi sentida durante a entrega de tratores e assinaturas de convênios no Centro de Exposições da Bahia – onde atraiu 120 prefeitos, segundo o governo. A repórter Miriam Nery – que estava cobrindo o evento – disse que muitos políticos sentiram falta da famosa voz anunciando Rui Costa. “Muita gente comentando sobre a falta que ele faz. J. Matos levanta qualquer evento”, afirmou. E, francamente, este locutor realmente tem um timbre de voz empolgante! Veja no vídeo! ????????
Duelo político: Rui Costa e Bruno Reis
As inaugurações de obras, entregas de equipamentos e assinaturas de convênios têm sido, sem dúvida alguma, uma verdadeira delícia para os jornalistas políticos. De um lado o governador, Rui Costa, que entrou de corpo e alma na campanha do seu ex-secretário de educação e postulante ao governo, Jerônimo Rodrigues. Do outro, o tom elevado do prefeito de Salvador, Bruno Reis, que além de aliado político é amigo fiel e leal há de 22 anos do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. As transmissões ao vivo tanto do governador, quanto do prefeito, claro, se tornaram uma dose diária de adrenalina para o jornalismo político baiano.
Ânimos exaltados!
Acha que ânimos estão exaltados? Espere até chegar mais perto da eleição. Os dois lados já deduzem que a disputa será muito acirrada!
Estratégia ou dúvida?
O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, líder nas pesquisas à disputa ao governo do estado, já afirmou que a meta agora é viajar para o interior e não tem pressa para decidir quem será o candidato a vice-governador em sua chapa majoritária. O agora secretário do União Brasil ainda analisa quem ocupará o último cargo da majoritária, mas, claro, que também, utiliza de estratégia para manter a especulação da vice nos holofotes políticos e da imprensa. Dessa forma, a chapa majoritária do ex-democrata está sempre em evidência.
“Decisões baseadas em emoções não são decisões. São instintos.”,
Frank Underwood, congressista que se tornou presidente dos Estados Unidos na série House Of Card
Bruno Reis foi anunciado no dia de Reis
Em 2016, o anúncio de Bruno na chapa de Neto teve a mesma morosidade. Na época, Bruno Reis comentou que desconfiou que seria ele quando Neto disse que anunciaria o nome do candidato a vice no ”Dia de Reis”.
Falando em Bruno Reis…
Comenta-se nos corredores do Poder que o prefeito de Salvador precisa urgentemente convocar à prefeitura alguém que tenha traquejo político com legisladores estaduais e municipais da base, e, claro, com as lideranças políticas – já que, segundo um político aliado, que pediu reserva, pontou que reeleição de Geraldo Júnior à presidência da Câmara evidência que é, sim, “necessário um articulador ao lado dele da mesma forma que ele (Bruno) sempre esteve ao lado de Neto”. E acrescentou: “Não basta ele ter alguém de confiança é necessário ter, também, aptidão política e trânsito no Poder Municipal e estadual. Bruno não pode articular e governar ao mesmo tempo. Na gestão dele não vejo ninguém com tino político ao lado dele. Bruno é simples, articulador e do bem. Mas tem funcionários com mais pompa que ele”, alfinetou um legislador.
Ana Paula tinha traquejo, mas não deu certo
Uma fonte afirmou à Coluna Questão de Ordem – que a Ana Paula, vice de Bruno Reis – até tentou fazer a articulação política de Bruno, mas segundo um legislador, não vingou. De acordo com o parlamentar, Ana Paula – que apesar de ter traquejo politico – não deixava os legisladores se aproximarem de Bruno além de bloquear demandas. A fonte ainda informou que a confusão teria se dado após Ana Paula ter almejado ser candidata ao Parlamento estadual! O edil ainda lembrou que foi necessário Ana Paula declarar na imprensa que não seria candidata.
Jerônimo diz que governo federal nunca enviou recursos à educação na Bahia
O ex-secretário de Educação e postulante ao governo, Jerônimo Rodrigues, afirmou que o governo da Bahia não tem recebido recursos federais, além dos que são obrigatórios por leis. “Nós não tivemos um centavo a mais do governo federal. Não teve um programa novo. Nós sofremos muito. Tudo que estamos fazendo na educação: R$ 3,5 bilhões em infraestrutura, R$ 4 bilhões em pagamento de salário, custeio, formação de professores, é recurso do governo do estado”, disparou.
E o agro?
Nos bastidores, a afirmação é unanimidade. “O agro é Bolsonaristas, mas para o governo apoia ACM Neto”. Ainda segundo fontes ligadas à Coluna Questão de Ordem , a ida do vice-governador da Bahia João Leão, para o seio netista fortaleceu ainda mais a decisão do agro em apoiar Neto.
Por que a Transalvador cobra estacionamento até na área da igreja?
Já não basta a crise financeira, o desemprego, o preço da gasolina nas alturas e o da carne. Aí você pensa em ir à igreja para rezar para acalmar seu coração. Chegando lá você se depara uma placa. Mas não é placa de boas-vindas ou alguma mensagem que te acalme, mas, sim, a placa da Zona Azul. Várias placas no estacionamento da Igreja de Santo Antônio, localizada no bairro da Barra. O valor arrecadado irá para igreja? Com a palavra a Transalvador.
Transalvador nega informações
Será que a Transalvador conhece a Lei nº 12.527, sancionada em 18 de novembro de 2011, que regulamenta o direito constitucional de acesso dos cidadãos às informações públicas que é aplicável aos três poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios? Sinceramente, acho que não! O Bahia Repórter solicitou algumas informações à Transalvador há mais de 10 dias e não teve nenhum resposta sequer. O primeiro, de alguns e-mail, foi enviado dia 4 de abril. Os contatos foram sem sucesso.
BAFLIX: Na politica baiana, o enredo é real, alucinante e não precisa sequer de assinatura
Nem House Of Card – uma série política da Netflix – trouxe tanta adrenalina quanto as articulações, os embaraços e desfechos políticos da política baiana. Na Netflix – provedora global de filmes e séries de televisão – os personagens, cenários e roteiros misturam ficção com histórias reais. Na BAFLIX, não é necessário sequer desembolsar o valor da assinatura de R$ 39,90 por mês para ter uma adrenalina política. Mas esta semana foi de pausa!
Câmara Municipal do Salvador: Ministro Kassio Nunes Marques irá julgar ação que pede anulação da eleição no STF
A decisão do Supremo Tribunal Federal O União sobre a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Salvador deverá sair nos próximos dias. O partido, que tem o pré-candidato ao governo do Estado ACM Neto como secretário-geral, ajuizou uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a anulação da eleição que garantiu ao vereador Geraldo Júnior (MDB) o terceiro mandato consecutivo na Presidência da Casa. Como a ação é de uma medida cautelar deverá sair em breve. A ação será julgada pelo ministro Kassio Nunes Marques. Ele foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para ocupar a vaga deixada pelo ministro Celso de Mello, que se aposentou.
Leveza nas chapas
O fato é: tanto João Leão, quanto Geraldinho deram leveza à as chapas majoritárias. O vice governador, postulante ao senado, e, o presidente da Câmara – que almeja ser vice-governador, turbinaram as campanhas. Um ganhou um Netinho, outro foi adotado pelo PT. Cada um ao seu estilo: “Bonitão” e “Forças Ocultas”. Ambos, se adaptaram muitíssimo bem aos novos grupos e trouxeram entusiasmo à campanhas. Isso é indiscutível!
Cortando da própria carne
Comentá-se de uma boca só que há, sim, muita ciumeira com a chegada de adesista na ala netista. Tanto legisladores estaduais e municipais, dizem: “Cortando da própria carne”.
Pedetista apoia o governo Rui
Apesar de ser do PDT, o mais novo vereador de Salvador, Randelson Leal, filho do deputado estadual, Roberto Carlos (PDT) afirmou a Coluna Questão de Ordem – que ele é, sim, “geraldista”. o pedestista ainda afirmou que é liderado por Geraldinho e seguirá orientações do presidente da Câmara Municipal. E acrescentou. “Sigo Lula, Rui, Wagner, Jerônimo e Geraldinho”, afirmou. R
O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) prometeu privatizar estatais federais, ampliar a contratação de trabalhadores por hora e conceder anistia a condenados pelos atos de 8 de Janeiro caso seja eleito. As declarações foram dadas nesta segunda-feira (24), durante entrevista da TV Globoexibida ao vivo após o “Jornal Nacional”.
Fazer política na Bahia exige compreender uma realidade muito particular.
Maquiavel já ensinava que a política não acontece no mundo ideal, mas dentro das circunstâncias concretas de cada tempo. E talvez essa seja uma boa chave para compreender o cenário baiano.
O PT governa o estado ininterruptamente desde 2007 e construiu forte capilaridade no interior. Ao mesmo tempo, a oposição mantém força eleitoral e a direita ampliou sua presença nos últimos anos.
É nesse tabuleiro que a trajetória de João Bacelar merece ser observada.
Bacelar foi eleito deputado federal em 2006 pelo antigo PL, atravessou a transformação da legenda em PR e acompanhou diferentes fases dessa estrutura partidária.
Um episódio ajuda a dimensionar essa relação.
Em 2016, durante a votação do impeachment de Dilma Rousseff, Bacelar votou não e deixou uma frase registrada na Câmara:
“Eu poderia ser oportunista, mas não sou em virtude do meu posicionamento partidário. Meu voto é não.”
Há uma palavra importante nessa declaração: partidário.
Não se trata de reabrir o debate sobre o impeachment, mas de registrar que, naquele momento, Bacelar utilizou sua posição partidária para explicar publicamente uma decisão de enorme peso político.
Não é uma interpretação. É história.
Cinco anos depois, Jair Bolsonaro ingressaria no PL e se tornaria sua principal liderança nacional, ampliando a força política e eleitoral da legenda.
São tempos diferentes de um partido que também atravessou diferentes fases.
E existe a Bahia.
Um parlamentar baiano representa municípios administrados por diferentes forças, precisa dialogar com prefeitos e mantém relações institucionais com governos estadual e federal.
E talvez a Bahia seja um dos exemplos mais claros dessa complexidade.
À frente dessa estrutura está Valdemar Costa Neto, um dos dirigentes mais experientes da política partidária brasileira. Ao longo dos diferentes momentos do PL — dentro e fora de sua direção formal — acompanhou períodos de maior e menor protagonismo da legenda. E uma característica importante dessa trajetória foi compreender que um partido nacional também é formado pelas particularidades políticas de cada estado.
E, na Bahia, circunstâncias políticas nunca foram um detalhe.
Hoje, o PL vive outro momento, com novas lideranças e enorme força nacional. Mas a grandeza de um partido também está na capacidade de reconhecer aqueles que permaneceram em sua trajetória quando as circunstâncias eram outras.
Como ensina Sun Tzu, não basta conhecer as próprias forças; é preciso compreender o terreno em que se está.
E, na política, a Bahia é um terreno muito particular.
Partidos têm suas diretrizes. Lideranças nacionais têm seu peso. Mas quem faz política na Bahia precisa conhecer o terreno baiano.
Porque, no fim, não basta compreender o partido, nem apenas o adversário. É preciso compreender onde a política acontece.
E a Bahia tem seu próprio tabuleiro.
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Fernanda Dourado é jornalista política há mais de 20 anos, apresentadora de TV e editora-chefe do Bahia Repórter. Acompanha a política baiana e nacional com uma linha editorial independente, imparcial e sem militância. Ao longo da carreira, destacou-se por entrevistas com algumas das principais autoridades e lideranças políticas do país. Com forte presença nas redes sociais, uma única publicação de sua autoria ultrapassou 1,3 milhão de visualizações, consolidando também sua presença no jornalismo político digital.
Os sorvetes Häagen-Dazs não serão mais encontrados nos supermercados brasileiros. Isso porque a General Mills Brasil, dona da marca, decidiu excluí-la do seu portfólio no país após 29 anos de operações no Brasil.
“A marca Häagen-Dazs não será mais distribuída no Brasil devido a um plano de reformulação de portfólio da General Mills, anunciado em março de 2026”, informou a General Mills em nota à imprensa.
O movimento acontece cinco meses após a General Mills anunciar a venda da operação brasileira —que inclui Yoki e a Kitano— por cerca de R$ 800 milhões à 3corações, líder de café no mercado. Com isso, a empresa passou a reestruturar seu portfólio no país.
A decisão de retirar a Häagen-Dazs da lista faz parte da reestruturação de portfólio da General Mills, iniciada em março, quando a empresa vendeu suas operações no Brasil à 3corações.