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Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA)

Política

“ACM Neto é um político inteligente, mas a fusão DEM-PSL não foi inteligente”, diz Fabrício ao afirmar que na Bahia a disputa será entre os candidatos do PT e de Bolsonaro

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(Por Fernanda Dourado) 

A fusão do DEM com o PSL é um dos assuntos mais comentados no meio político. Em entrevista exclusiva ao Bahia Repórter, o deputado estadual do PCdoB, Fabrício Falcão, afirmou que obviamente admite que o ainda  presidente nacional do DEM e ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, é um político inteligente, mas fez algumas críticas pontuais em relação a decisão do democrata de unir o DEM e o PSL – antigo partido do presidente da república Jair Bolsonaro. “ACM Neto é um político  inteligente, mas a fusão DEM-PSL não foi inteligente. O DEM sempre foi grande na Bahia e nacionalmente. Em 2014, o PSL conseguiu eleger apenas um deputado federal”, afiançou Fabrício ao lembrar que o partido era nanico antes de Bolsonaro. 

PSL antes de Bolsonaro 

O Bahia Repórter fez um levantamento sobre a  história do PSL.  Antes de Bolsonaro o PSL havia disputado com somente um nome em eleições para o cargo máximo de um estado. Em 2018, com a onda bolsonarista, lançou 13 candidatos a governador e 10 candidatos a vice-governador. De 680 candidatos a qualquer cargo nas eleições de 2014, a legenda lançou 1.454 nomes. Em 2018, Bolsonaro venceu as eleições presidenciais no segundo turno. Impulsionado por sua popularidade, o PSL elegeu três governadores e conseguiu 52 deputados federais e quatro senadores. 

Após Bolsonaro: PSL saiu de nanico a expressivo  

Ao Bahia Repórter, o deputado ainda lembrou que o avanço repentino do minúsculo PSL na época foi ocasionado pela onda bolsonarista. “O PSL se tornou uma máquina partidária, imensa, gigante – quando Bolsonaro entrou e se elegeu presidente da república. O voto em Bolsonaro elegeu uma bancada gigantesca de deputados estaduais e federais. Quando Bolsonaro sai do PSL, ele vai levar todos os deputados federais e estaduais do PSL e Bolsonaristas. Vão para onde o rei for. Os bolsonaristas vão debandar. Você (Fernanda Dourado) publicou no Bahia Repórter uma entrevista de um deputado federal, do PSL, Coronel Tadeu, e ele afirmou que deixará a legenda. Eles não vão ficar neste partido novo. Achar que vai manter deputados é acreditar em papai Noel! O PSL não acrescenta nada ao DEM”, afirmou Fabrício em uma análise política. 

2022: Polarização na Bahia 

O Bahia Repórter questionou ao parlamentar – que está em seu terceiro mandato consecutivo – qual  análise política que ele faz sobre a disputa ao governo da Bahia em 2022. Segundo o legislador, a polarização não será apenas nacional, mas, sim, estadual. O parlamentar diz não acreditar na polarização entre o ex-governador da Bahia e senador da república, Jaques Wagner, e o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. A polarização, segundo ele, será entre os candidatos do PT e de Bolsonaro. 

2022: Candidato do PT contra o de Bolsonaro 

“Na Bahia, não será a polarização entre Wagner e Neto. Algumas pessoas podem achar que estou falando besteira. Mas aqui na Bahia será a polarização nacional. O PT de Lula contra o partido de Bolsonaro. Ou seja, o candidato ao governo de Lula (Wagner) contra quem Bolsonaro apoiar”, afirmou o legislador. Fabrício ainda acrescentou que tem amigos Bolsonaristas e eles dizem que “vão apoiar o candidato que tiver no santinho com Bolsonaro. Se for ACM Neto aí será Wagner contra Neto. A Bahia será um Ba x Vi”, conclui Fabrício Falcão, deputado estadual pelo PCdoB. 

Política

DEM e PSL votaram de forma alinhada em 86% das pautas na Câmara

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ACM Neto, secretário-geral, e, Bivar, presidente do União Brasil – partido político brasileiro em processo de formação resultante da fusão entre o Partido Social Liberal (PSL) e o Democratas (DEM). 


A fusão de DEM e PSL pode ter sido uma surpresa em meio a um sistema político altamente fragmentado, com 33 partidos registrados no TSE. Mas, segundo dados extraídos e analisados pelo g1, a criação da União Brasil não chega a surpreender se for levado em conta o comportamento dos parlamentares nas votações na Câmara dos Deputados. Em 86,4% das votações nominais da Casa, DEM e PSL votaram de forma muito semelhante. 

Para o levantamento, foram analisados os votos dos deputados federais em todas as mais de 1.300 votações desde o início da legislatura, em fevereiro de 2019. As votações nominais são aquelas em que o voto de cada político é informado. 

Durante a legislatura, inclusive, os votos de DEM e PSL ficaram mais alinhados. Em 2019, a taxa de convergência era de 62%. Em 2020, chegou a 98%; e, em 2021, 91,6%. Considerando todos os dados da legislatura (antes e depois do rompimento do PSL com o presidente Jair Bolsonaro e antes e depois da saída de Rodrigo Maia do DEM), o índice fica em 86,4%.

Fonte: G1

A fusão foi aprovada em convenção partidária conjunta do DEM e do PSL, em 6 de outubro deste ano. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda precisa aprovar a mudança.
A União Brasil, nome do novo partido, que adotará o número 44 nas urnas a partir de 2022, passará a ter a maior bancada na Câmara, com 82 deputados. Serão ainda oito senadores, quatro governadores e 558 prefeitos.
Atualmente, dois ministros são filiados ao DEM: Tereza Cristina (Agricultura) e Onyx Lorenzoni (Trabalho). Porém, alguns filiados votaram contra a fusão e já avisaram que não vão integrar a nova sigla, em especial aqueles próximos a Jair Bolsonaro.
Segundo o jornal O Globo, alguns partidos avaliam se juntar em federações para fazer frente à União Brasil. A janela partidária, em março de 2022, também deve facilitar trocas de partidos antes das eleições de 2022.
Os partidos que formarem federações deverão se manter unidos por pelo menos quatro anos, funcionando como um único partido no Congresso, dividindo Fundo Partidário, tempo de televisão e unificando o conteúdo programático e atuarão uniformemente no território nacional; entenda a diferença para as coligações.


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Política

Eduardo Bolsonaro tenta justificar viagem a Dubai e leva invertida de internauta, diz site

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Após ser criticado por viajar a Dubai com a esposa e a filha, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) usou as redes sociais, neste sábado (16), para se defender. Ele disse que não gastou dinheiro público com o passeio aos Emirados Árabes, mas que se tivesse feito isso, seria “lucrativo” para o Brasil.

“Eu não estou vindo aqui com dinheiro público. A minha vinda tem zero reais de dinheiro do contribuinte. Mas poderia estar aqui com dinheiro publico, que ainda assim isso seria lucrativo e saudável para o Brasil”, disse o parlamentar em vídeo publicado no Twitter.

Segundo Eduardo, enviar uma comitiva brasileira grande a Dubai representa “prestígio” e, por isso, a missão é importante. Em relação à ida da esposa dele, Heloísa Wolff Bolsonaro, Eduardo disse que se fez necessária porque, do contrário, ele não verá o crescimento da filha, que tem 11 meses. “Eu viajo muito, mas a viagem para cá é um dia de viagem. Se eu não fizer isso, dificilmente vou ver a minha filha crescer”, falou. O essencial.

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Política

Aliados querem Bolsonaro ‘paz e amor’ e partindo para cima do eleitor da 3a via

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Em trégua há mais de um mês com o Judiciário, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pode ter perdido uma parcela de apoiadores mais radicais, mas auxiliares diretos dizem acreditar que sua versão “paz e amor” deve trazer votos da centro-direita na campanha de 2022.

A avaliação entre interlocutores no Planalto é que não deve haver um candidato competitivo da chamada terceira via no próximo pleito. As eleições, apostam eles, deverão ser polarizadas entre Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De acordo com ministros, a postura que o mandatário vinha adotando até as manifestações de raiz golpista do 7 de Setembro afastava eleitores não radicais do presidente.

Os atos golpistas representaram um auge de radicalização de Bolsonaro, após semanas de declarações do presidente com ameaças e xingamentos a ministros do STF, questionando as urnas eletrônicas e colocando em dúvida a própria realização do pleito presidencial em 2022.

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